Novos Modelos de Trabalho durante e pós pandemia

A flexibilidade no trabalho é realmente um caminho sem volta e mesmo após a pandemia ela se tornou prioridade para três em cada quatro empresas brasileiras.


A flexibilização ampliada envolve diversas dimensões das relações de trabalho, tais como: o espaço do trabalho; a jornada de trabalho em casa, hibrida ou completamente remota; as concessões de benefícios; as políticas de atração e retenção de talentos; requalificação dos colaboradores; planos de remuneração e o acompanhamento de performance (desempenho) e resultados do trabalho.


O “home office” (trabalho remoto) e que prioriza o teletrabalho parcial ou integral, deve dar ao colaborador o poder de decisão, bem como do momento de um possível retorno físico ao local do trabalho.


Os locais de trabalho estão sendo completamente repaginados para funcionar no modelo de hubs (cubos), além de ocorrer uma grande da redução e desativação física das áreas de trabalho e organizacionais, mas os colaboradores vão ter a opção de escolher onde desejam ficar.


É necessário que os locais e espaços de trabalho estejam prontos para receber no futuro os colaboradores de acordo com a solicitação dos líderes-gestores ou quando o time agendar ou demandar reuniões presenciais.


Sobre o acompanhamento e avaliação de performance e resultados, a utilização de indicadores e métricas comuns nos estudos sobre produtividade, mas que em algumas atividades específicas terão algumas mudanças na aplicação e forma de acompanhar funções diferentes, como por exemplo na área comercial e área de Tecnologia da Informação (TI).


Outra questão fundamental é a flexibilidade e a digitalização dos processos e atividades de trabalho e que envolve a área de Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO) e que ampliaram e consolidaram diversas ações na busca de talentos, ou seja, os processos remotos nas atividades de recrutamento e seleção. A área de DHO e de TI estão no centro do processo de transformação digital.

Sabemos que com as mudanças vêm os desafios. Mais da metade (51%) espera que a Covid-19 aumente a flexibilidade para trabalho remoto no próximo ano; sem surpresa, espera-se que manter a produtividade com novas formas de trabalho (68%) e requalificar a força de trabalho para trabalhar com novas tecnologias (52%) se tornem os principais desafios para as empresas brasileiras.


Sobre a “Cultura Organizacional” mais de 37% dos entrevistados disseram que estabelecer uma cultura que apoie os colaboradores remotos também será um desafio quando a pandemia diminuir, e a maioria reconhece que seus empregados tiveram experiências muito diferentes dependendo se são assalariados, horistas, de escritório ou de chão de fábrica.


Tais tendências ficaram evidentes na pesquisa e estudo realizado pela Oxford Economics e pela Society of Human Resources Management (SHRM), a pedido da SAP SuccessFactors, que revelou que três em cada quatro companhias (76%) consideram a flexibilidade no ambiente de trabalho como prioridade máxima para atrair e reter talentos. Foram consultadas mais de 300 lideranças e a pesquisa foi batizada de “O futuro do trabalho chega cedo: como os líderes de RH estão aproveitando as lições das interrupções”.


Os novos modelos das relações de trabalho vieram para ficar e a pandemia foi o grande catalisador e antecipador dessas importantes mudanças. Diversas políticas e ações organizacionais inclusivas estão sendo aplicadas para facilitar a transição dos modelos de trabalho, fortalecer a cultura e as relações entre colaboradores e Organizações.



(*) Consultor Organizacional e Educacional, Professor Universitário, Escritor e Palestrante